O criador de um dos mods mais ambiciosos da história dos games, Fallout London, enviou uma mensagem contundente à Bethesda sobre o futuro da franquia. Dean Carter, líder do projeto que transportou o universo pós-apocalíptico para a Inglaterra, sugeriu que talvez seja o momento de a desenvolvedora vender a propriedade intelectual de Fallout. Em entrevista recente, Carter expressou sua desilusão com a direção criativa do estúdio, apontando especificamente para um declínio na qualidade da escrita nos lançamentos mais recentes. Segundo ele, a Bethesda se distanciou do tom sombrio, corajoso e sério que definiu os primeiros jogos da série, adotando uma abordagem que ele classifica como farsesca e desconectada das raízes da saga. A crítica não se limitou apenas à narrativa. Carter também demonstrou preocupação com a parte técnica, especificamente em relação à insistência da empresa em manter a Creation Engine. Para o desenvolvedor, o motor gráfico já demonstra sinais claros de envelhecimento e limita o potencial de inovação, impedindo avanços como a implementação de veículos funcionais e uma otimização que elimine as constantes telas de carregamento. Embora se declare um grande fã do trabalho da Bethesda, Carter afirmou que dói dizer isso, mas sente que a franquia não está mais nas mãos certas. Ele acredita que, se a empresa não for capaz de contratar escritores de alto nível para revitalizar Elder Scrolls e Fallout, o melhor caminho seria passar o bastão para outro estúdio que compreenda a essência original desses universos. Essa declaração ganha peso considerando que Fallout London foi aclamado por muitos jogadores como uma experiência superior a alguns títulos oficiais recentes, como Fallout 76 e Starfield, justamente por resgatar a atmosfera clássica que os fãs tanto desejavam.
Criador de Fallout London sugere que Bethesda venda a franquia

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