Dois gigantes da literatura, um palco e a pergunta de um milhão de dólares (ou de páginas): “Como diabos você escreve tão rápido?”
Em um encontro lendário em Albuquerque, Novo México, George R.R. Martin, o criador de *Game of Thrones*, colocou seu orgulho de lado para questionar Stephen King, o mestre do terror, sobre sua produtividade sobre-humana. O momento, que oscilou entre a admiração e a pura frustração, revela muito sobre os processos criativos distintos desses dois ícones.
📚 **O Duelo de Estilos**
Enquanto Martin é famoso por sua escrita meticulosa e pelos longos intervalos entre os livros de *As Crônicas de Gelo e Fogo* (estamos olhando para você, *The Winds of Winter*), King é uma máquina literária, publicando múltiplos livros por ano há décadas.
Durante a entrevista, Martin desabafou: *”Eu tenho bons seis meses e produzo três capítulos. Enquanto isso, você escreveu três livros nesse tempo!”*
A resposta de King foi de uma simplicidade desconcertante: ele se impõe a meta de escrever **seis páginas por dia, todos os dias**. Faça as contas: um livro de 360 páginas fica pronto em apenas dois meses.
🤯 **A Reação de Martin**
Perplexo, Martin questionou se King nunca sofreu com os bloqueios que o atormentam: *”Você nunca tem um dia em que senta lá e é como uma constipação? Você escreve uma frase e a odeia… e então verifica seu e-mail e se pergunta se não deveria ter sido um encanador?”*
King respondeu que não, embora entenda a pressão. Ele até compartilhou uma anedota sobre J.K. Rowling, lembrando que os fãs muitas vezes não compreendem a carga mental que os autores carregam.
⏳ **Por que isso importa hoje?**
Anos após esse encontro, a confissão de Martin ressoa mais forte do que nunca. Ele já admitiu publicamente que odeia prazos e que se considera um “jardineiro” na escrita (deixando a história crescer organicamente), em oposição ao estilo “arquiteto” de autores mais rápidos.
Enquanto King continua lançando obras em ritmo industrial, os fãs de Westeros seguem na longa vigília pelo inverno que nunca chega completamente. Mas esse diálogo nos lembra que a arte não tem um único ritmo — e que até os gênios às vezes pensam em largar tudo para consertar canos.
