Alan Weslley Games Noticias gore verbinski, unreal engine, efeitos visuais, cinema, fotorrealismo, cgi Gore Verbinski afirma que motores de games prejudicam realismo no cinema

Gore Verbinski afirma que motores de games prejudicam realismo no cinema

Gore Verbinski afirma que motores de games prejudicam realismo no cinema

Gore Verbinski afirma que motores de games prejudicam realismo no cinema

Você já teve a sensação de que os efeitos especiais de filmes lançados há 15 ou 20 anos parecem mais realistas do que os superproduzidos blockbusters atuais? Essa percepção é compartilhada por muita gente e agora tem uma explicação técnica vinda de um especialista de peso. Gore Verbinski, o aclamado diretor responsável pelos três primeiros filmes da franquia Piratas do Caribe e pelo terror O Chamado, apontou um culpado surpreendente para essa queda na qualidade visual: a dependência excessiva da indústria cinematográfica em motores gráficos de videogame, especificamente o Unreal Engine. Segundo o cineasta, que entregou um dos melhores personagens em CGI da história com o Davy Jones em 2006, o uso dessas ferramentas criadas para jogos está substituindo métodos tradicionais e mais detalhados, o que ele classifica como um grande retrocesso para o fotorrealismo no cinema. Verbinski explica que, embora o Unreal Engine seja fantástico para criar ambientes virtuais em séries como The Mandalorian ou funcione bem em realidades estilizadas como as da Marvel, ele falha em capturar a física da luz do mundo real. O problema central estaria na maneira como esses motores calculam a iluminação, especialmente o chamado subsurface scattering, que é como a luz penetra e se espalha sob a pele humana. Quando essa complexidade é simplificada para ganhar velocidade na produção, o resultado é a temida estética de videogame, onde personagens e criaturas caem no vale da estranheza, parecendo bonecos de plástico sem vida. Além disso, o diretor critica a pressa dos estúdios modernos. Antigamente, a animação de criaturas exigia um trabalho artesanal frame a frame; hoje, a interpolação automática feita por computadores para economizar tempo cria movimentos que o cérebro humano instintivamente rejeita como falsos. Enquanto filmes clássicos usavam miniaturas, pinturas e uma física rigorosa para vender a ilusão, a nova era digital corre o risco de sacrificar a arte em nome da eficiência e do volume de produção.

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